Funcionário do Tribunal de Contas defende tese de Doutoramento e é aprovado com Distinção, por unanimidade

Bruno da Costa estudou as vantagens competitivas do sector turístico em Angola e propõe uma matriz para orientar políticas públicas e investimento

O Dr. Bruno da Costa, funcionário do Tribunal de Contas de Angola, defendeu publicamente, no dia 29 de Outubro, na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN), a sua tese de Doutoramento em Gestão, com especialização em Estratégia e Competitividade. O júri atribuiu-lhe a classificação máxima de Aprovação com Distinção, por unanimidade.

O trabalho intitula-se «Estudo das Vantagens Competitivas do Sector Turístico em Angola, uma Análise Empírica no período 2020–2025».

A investigação partiu de uma questão central para o desenvolvimento nacional: sendo Angola detentora de um património natural e cultural de excepcional valor, o que impede a conversão prática desse potencial em vantagens competitivas sustentáveis, capazes de acelerar a diversificação económica e a criação de emprego qualificado e de riqueza através do turismo?

O autor concluiu que o potencial de recursos naturais não gera, por si só, competitividade de destino. Para a alcançar, é preciso uma transição deliberada de um modelo assente em vantagens comparativas estáticas para vantagens competitivas dinâmicas. Isso implica articular:

  • infra-estruturas básicas e logísticas;
  • capacitação e valorização do capital humano;
  • melhoria efectiva do ambiente de negócios;
  • uma governação articulada, com cooperação público-privada de alto nível.

O estudo combinou a análise de indicadores internacionais de competitividade turística com trabalho de campo, que incluiu entrevistas a quinze actores estratégicos e decisores do sector. O resultado vai além do diagnóstico teórico: é uma matriz analítica pragmática para orientar políticas públicas e decisões de investimento privado, de modo que os recursos aplicados no sector gerem retorno económico tangível para as comunidades locais e para o erário nacional.

Para o investigador, o controlo moderno das finanças públicas não se limita à conformidade legal: exige aferir a economia, a eficiência e a eficácia da despesa, através da auditoria de desempenho. Compreender a competitividade dos sectores estratégicos permite avaliar com maior profundidade o impacto real das políticas do Estado e a qualidade do gasto público em projectos de diversificação económica.

«Colocar o conhecimento científico de ponta ao serviço do Tribunal de Contas e do Estado angolano é um compromisso ético e profissional permanente», sublinhou o Dr. Bruno da Costa, ao agradecer a divulgação do feito nos canais institucionais.

O Tribunal de Contas congratula o Dr. Bruno da Costa por este marco académico e associa-se à satisfação de toda a instituição.