Jovens auditores da CPLP recomendam reforço da independência digital e da transparência nas instituições de controlo

O reforço da independência digital, a capacitação contínua dos quadros e uma maior abertura aos cidadãos estão entre as principais recomendações do III Encontro dos Jovens Auditores da OISC-CPLP. O encontro decorreu em Luanda a 27 e 28 de Outubro de 2026.
Dezassete jovens auditores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste reflectiram sobre o papel das instituições superiores de controlo (ISC) na transformação digital, na sustentabilidade e na transparência. As conclusões foram apresentadas por Eloneida Maneco, técnica da 1° Divisão do Tribunal de Contas de Angola.
No domínio digital, os participantes defenderam que as ISC tenham infra-estruturas próprias e acesso às bases de dados do Estado sem dependência das entidades auditadas. Propuseram ainda a criação de academias de auditoria de dados e orientações para o uso da inteligência artificial, com validação humana dos resultados.
Recomendaram também auditorias de desempenho que avaliem o impacto real das políticas públicas, e não apenas a sua conformidade legal e financeira. Defenderam, além disso, o acompanhamento contínuo das recomendações dirigidas às entidades auditadas, com prazos e indicadores de cumprimento.
Quanto à transparência, sugeriram a publicação alargada de relatórios e decisões, auditorias participativas que ouçam os cidadãos e portais seguros para a apresentação de denúncias.
Com esta iniciativa, a OISC-CPLP valoriza o contributo da nova geração de auditores para o fortalecimento do controlo das finanças públicas.