
Aos 63 anos, natural do Golungo-Alto, província do Kwanza-Norte, o Dr Beato Manuel Paulo é, desde Abril último, do mais novo Procurador-Geral Adjunto da República junto do Tribunal de Contas de Angola (TCA). Brigadeiro das Forças Armadas Angolanas, o magistrado soma mais de quatro décadas de serviço à justiça, um percurso que arrancou em 1981, com o ingresso nas FAPLA, e que o levou pela justiça castrense, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Tribunal Supremo, até à sua recente passagem para o Tribunal de Contas.
Em entrevista à revista Fluxos da Corte, o magistrado recorda o seu percurso e destaca, sobretudo, o ambiente de trabalho que encontrou na nova instituição.
“Aqui não se trabalha isoladamente, ninguém detém o saber sozinho”, afirma, descrevendo um ambiente saudável, de boa interacção com os Venerandos Juízes Conselheiros e de respeito e consideração com os funcionários.
Sobre o que é preciso para tornar mais célere a tramitação dos processos, o Procurador aposta na formação contínua e no compromisso: “É preciso entrega, é preciso pensarmos que estamos aqui para contribuir para que o Estado consiga, definitivamente, fazer justiça.” Defende ainda mais magistrados disponíveis, “que trabalhem para servir e não para serem servidos”.
Entre as propostas que deixa para o futuro está a criação de delegações do Tribunal nas províncias, de forma a dar celeridade a processos que aguardam fiscalização há vários anos.
A entrevista integral com o Procurador Beato Paulo será publicada na próxima edição da revista Fluxos da Corte — O Tribunal de Contas em Movimento, já na sua 4.ª edição.
TEXTO – Alexandre Cose
FOTOS – Mauro Teixeira