TRIBUNAL DE CONTAS DIVULGA CANDIDATOS ADMITIDOS AO CONCURSO PARA O III ENCONTRO DE JOVENS AUDITORES DA OISC-CPLP

16 funcionários, distribuídos por 4 candidaturas individuais e 4 candidaturas em grupo, concorrem ao processo que deverá seleccionar 3 representantes do Tribunal de Contas de Angola

16 candidatos para apenas 3 vagas: é esta a proporção — superior a 5 candidatos por lugar — que resulta das 8 candidaturas admitidas pelo Tribunal de Contas de Angola no âmbito do concurso interno destinado à selecção dos representantes da instituição no III Encontro de Jovens Auditores da Organização das Instituições Superiores de Controlo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OISC-CPLP), a realizar-se em Luanda, em Outubro deste ano. Um número que, por si só, é revelador do interesse que a iniciativa despertou entre os quadros mais jovens da Casa.

De acordo com a lista remetida pela Direcção dos Serviços Técnicos (DST), na sequência do Aviso de Concurso Interno de 17 de Julho de 2026, foram admitidas 4 candidaturas individuais e 4 candidaturas em grupo, estas últimas constituídas por 3 elementos cada. O processo deverá conduzir à selecção dos 3 representantes do Tribunal de Contas de Angola no encontro.

As candidaturas revelam uma composição multidisciplinar, reunindo profissionais com formação em Gestão de Empresas, Direito, Engenharia Informática e Sistemas de Informação, Geologia e Minas, Gestão Financeira, Gestão e Administração de Empresas, Ciências Económicas, Economia e Gestão. Esta diversidade académica reflecte-se igualmente nas abordagens escolhidas para os trabalhos submetidos.

4 CANDIDATURAS INDIVIDUAIS

Na modalidade individual, Dayane Cristaline T. Domingos, formada em Gestão de Empresas, apresenta o trabalho “A Auditoria de Desempenho — Instrumento de Análise e Monitoramento das Políticas Públicas”.

Eloneida Maneco, formada em Direito, concorre com o tema “O Tribunal de Contas e a Sustentabilidade das Políticas Públicas”.

Ricardo Domingos Lueka, com formação nas áreas de Direito, Engenharia Informática e Sistemas de Informação e Geologia e Minas, propõe uma reflexão sobre “A transformação digital no controlo externo: o papel da inteligência artificial e da análise de dados na promoção da transparência, eficiência e prestação de contas na Administração Pública”.

A quarta candidatura individual pertence a Armanda Esperança Dala M. Coxe, formada em Gestão Financeira, com o trabalho “Prestação de Contas — Indutor da Boa Governança”.

12 CANDIDATOS ORGANIZADOS EM 4 GRUPOS

Na modalidade colectiva, o Grupo 1 é constituído por Fernanda Sete, formada em Gestão e Administração de Empresas; Genesiana Domingos, de Gestão de Empresas; e Kátia Miguel, de Ciências Económicas. O grupo apresenta igualmente como tema “Auditoria de Desempenho — Instrumento de Análise e Monitoramento das Políticas Públicas”.

O Grupo 2, constituído por Beloniel Domingos, Divalda Belchior e Joana Sivone, todos com formação em Direito, concorre com o trabalho “Os Tribunais de Contas como Promotores da Transparência na Administração Pública”.

Por sua vez, Hossana Charles, formada em Direito, Daniela Barreira, em Economia, e Randira Mateus, em Gestão, constituem o Grupo 3, que apresenta o tema “O Tribunal de Contas e a Sustentabilidade das Políticas Públicas”.

Finalmente, o Grupo 4 reúne Yolene Sousa e Márcia Ngunza, ambas com formação em Economia e Gestão, e Ana Luluca, formada em Direito. O grupo propõe o trabalho “A Transformação Digital no Tribunal de Contas de Angola: Desafios para a Transparência, Eficiência e Sustentabilidade”.

CONTROLO EXTERNO, TECNOLOGIA E BOA GOVERNAÇÃO ENTRE OS TEMAS

Os trabalhos apresentados concentram-se em algumas das questões actualmente relevantes para as Instituições Superiores de Controlo, com destaque para a auditoria de desempenho, sustentabilidade das políticas públicas, transparência na Administração Pública, prestação de contas, boa governação e transformação digital.

A presença da Inteligência Artificial e da análise de dados entre as propostas introduz igualmente no concurso a discussão sobre a utilização das novas tecnologias no controlo externo e sobre as oportunidades que estas ferramentas podem proporcionar para o aumento da eficiência, transparência e capacidade de fiscalização das instituições públicas.

O concurso interno constitui, deste modo, não apenas um mecanismo de selecção dos representantes do Tribunal de Contas, mas também uma oportunidade para estimular entre os jovens profissionais da instituição a investigação, produção de conhecimento e reflexão sobre os desafios contemporâneos do controlo das finanças públicas.

O processo prosseguirá agora de acordo com as regras estabelecidas no Aviso de Concurso Interno, até à selecção dos três representantes do Tribunal de Contas de Angola que participarão no III Encontro de Jovens Auditores da OISC-CPLP, em Luanda.

TEXTO – Alexandre Cose